domingo, 24 de setembro de 2017

PORQUE DEFENDO O DESMONTE DO MINHOCÃO:



1. A ESTRUTURA ESTA CONDENADA PARA O USO QUE FOI PROJETADA. O PLANO DIRETOR DA CIDADE DE SÃO PAULO APROVADO EM 2014,  DETERMINA INTERDIÇÃO GRADATIVA AO TRANSITO DE AUTOMÓVEIS ATÉ SUA DESATIVAÇÃO DEFINITIVA,  AGORA NO PRAZO DE DOZE ANOS.   


2. Especialistas em transito através de estudos já realizados, afirmam que, o viaduto além de dispensável ao sistema viário da cidade de São Paulo atua como um gerador de transito. Ao contrário do que muitos imaginam, estudos recentes apontam a diminuição da frota de automóveis no mundo. Isto se deve a internet através de atendimentos e vídeo conferencias online, transporte compartilhado, incentivo, conscientização e melhoria em vários outros meios de locomoção.

3. A estrutura deste viaduto jamais recebeu a manutenção necessária e isto causou deterioração acelerada. Facilmente constatado no local, infiltrações, trincas, rachaduras e ferragens expostas colocam em risco a vida de motoristas e pedestres diuturnamente. 

4. Qualquer projeto para preservação deste equipamento exigira soma vultuosa para sua reforma e adaptação. Além de perpetuar eternamente o empenho de recursos do município em sua manutenção.

5. Trata-se de construção em total desrespeito às normas relativas ao recuo e limites entre construções, previstas nas leis de zoneamento da Prefeitura da Cidade de São Paulo.

6. A falta de recuo transforma a parte inferior desta construção em uma verdadeira câmara de gás. O gás quente dos escapamentos sobe, bate no teto da estrutura fria e desce em forma de fuligem. Uma agressão constante aos que moram ou transitam pela região.

7. O barulho em baixo do minhocão é ensurdecedor. Várias mídias já tentaram entrevistar pessoas no local, missão impossível. A estrutura em forma de caixa, causa reverberação dos ruídos a níveis insuportáveis. Para comprovar é só medir os decibéis em qualquer hora do dia ou da noite.

8. As colunas que sustentam o viaduto, obstruem o transito de bicicletas e pedestres na ciclovia implantada no local. O uso de bicicleta e incentivo a caminhada tem fundamental importância na redução de transito e poluentes na região assim devem ser priorizadas.

9. As alças do viaduto ocupam, mutilam e desfiguram várias praças, largos e larguinhos num eixo extremamente carente de áreas verdes. Largos que mantinham exemplares da fauna e flora da Mata Atlântica foram esmagados pela construção desta estrutura, criando espaço inclusive para implantação de garagem de ônibus. Troca injusta, não? 

10. Em relação a recuperação urbanística da região, hoje densamente povoada e transitada encontra-se em estado de abandono. O desmonte do viaduto devolverá a região suas características originais. Um eixo com beleza arquitetônica já atestada pelo município com várias edificações em processo de tombamento pelo patrimônio histórico. A região não necessita de atrações ou investimentos para fomentar sua ocupação ou frequência, a retirada da estrutura devolvera a ótima qualidade de vida antes compartilhada pela população.

11. Em relação ao fenômeno “ilha de calor” e todas as consequências negativas, tem como causa principal estruturas como esta. Absorção de calor e solo impermeabilizado afetam toda cidade. Secas, falta de umidade relativa no ar e as enchentes causadas por grandes volumes de chuva em pouco espaço de tempo, tem causado enormes prejuízos nos últimos anos. Se nada for feito no momento em relação a estas estruturas, os nossos problemas tendem a se agravar muito.

12. Com a remoção da estrutura, abre-se espaço no canteiro central e calçadas das avenidas para o replantio de mais de 1500 arvores nativas da Mata Atlântica, criando assim um longo corredor verde interligando parque, praças, largos e larguinho. Um avanço gigantesco em relação a recuperação e preservação do ecossistema na região central de São Paulo.

13. O desmonte do viaduto devolverá aos moradores que tem hoje suas janelas e varanda invadidas por automóveis, bandidos e curiosos os seus direitos a luz do sol, silencio, ar apropriado e privacidade devolvidos e respeitados.

14. A cidade terá resgatada parte de sua história, a Avenida São João tem sua importância histórica retratada em versos e prosas. Já foi e continua sendo, importante polo cultural de nossa cidade. Os mais tradicionais cinemas, teatros, cafés e restaurantes estavam nesta área. A região tem no seu DNA cultura, gastronomia e turismo, atrações maravilhosas enterradas atualmente por um equipamento imposto e mantido de maneira irresponsável e equivocada.

15. A remoção da estrutura e o restabelecimento de condições mínimas de salubridade nos baixos do minhocão, trará de volta a região, comerciantes e investimentos para ocupar centenas de imóveis simplesmente fechados ou até abandonados.

16. Em relação a cobrança por um projeto para o desmonte do minhocão gostaria de levar a discussão para as faculdades de Engenharia e Urbanismo e ter uma posição mais concreta.

17. Gostaria que os simpatizantes e defensores da permanência do viaduto condenado, apresentassem argumentos embasados em fatos reais. Não bastam desenhos utópicos inspirados nos Jardins suspensos da Babilônia. A discussão é muito mais complexa, envolve falsas compensações ambientais, orçamento municipal, recuperação do ecossistema, transporte publico, mobilidade urbana, transito, saúde pública, segurança pública, especulação imobiliária e interesses particulares. 

18. Independentemente de sua posição em relação ao “minhocão” exponha seu argumento ou preocupação. O debate público é fundamental na construção de uma cidade com boa qualidade de vida para todos. 

19. Que cidade queremos para o futuro?

2O. Arvore derrubada se compensa com arvores replantadas. O resto é “fake”.

#minhocão #parqueminhocão #minhocão_no_chão #parque_no_chão 





Prefeito sanciona - LEI Nº 16.833 DE 7 DE FEVEREIRO DE 2018 - que cria Parque Municipal do Minhocão


SUBSTITUTIVO AO PROJETO DE LEI 010/2014 Cria o Parque Municipal do Minhocão e prevê a desativação gradativa do Elevado João Goulart"


Eng. Sergio Ejzenberg dedica-se à Engenharia de Tráfego desde 1976, ininterruptamente, tendo inicialmente trabalhado junto à CET


Relatório Sintético dos Estudos para Restringir o Tráfego de Veículos Automotores no Minhocão

Valter Caldana, professor da Universidade Mackenzie, debate sobre o futuro do Elevado Presidente João Goulart.


"Minhocão deve ser desmontado e não demolido", diz doutor em arquitetura

História: Aula do arquiteto Walter Pires, do Departamento de Patrimônio Histórico da Prefeitura de São Paulo


Apresentação sobre a evolução da avenida São João desde sua inauguração

Com ou sem carros, ‘Minhocão’ é 79% mais poluído que o resto da cidade de São Paulo


Simulação do impacto acústico do viaduto do Minhocão em São Paulo


POLUIÇÃO SONORA MATA


Metrópoles, cobertura vegetal, áreas verdes e saúde


A importância da arborização nos centros urbanos


Grupos distintos debatem o futuro do Minhocão. Conheça-os


SP SEM MINHOCÃO - GRUPO PUBLICO DE DEBATE SOBRE O MINHOCÃO


 MDM - "Movimento democrático e participativo para o desmonte integral de sua estrutura"




3 comentários:

  1. Como uma estudante de arquitetura que está pensando em ir para a área urbanística, achei muito válido! Jan Gehl consegue expor como o foco do espaço deve ser para quem irá utilizá-lo em "Cidades para as pessoas" e acredito que ele concordaria com esse pontos. Obrigada pela postagem!
    P.S.: Usei uma imagem do blog para uma prancha de projeto, mas dei os devidos créditos :)

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  2. Este comentário foi removido pelo autor.

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  3. "Vale fazer uma chamada...

    Habitação? Silêncio
    Transporte? Silêncio
    Ciclistas? Silêncio
    Mobilidade urbana? Silêncio
    Indra-estrutura? Silêncio
    Inclusão? Silêncio
    Diversidade? Silêncio
    Criação de emprego e renda? Silêncio
    Melhorias ambientais? Silêncio
    Arborização? Silêncio
    Segurança? Silêncio
    Retenção de águas pluviais? Silêncio
    Sombreamento, estares urbanos? Silêncio
    Articulação entre bairros vizinho? Silêncio
    Recuperação da entrada oeste da cidade? Silêncio
    Cidade bela, sentimento de pertencimento? Silêncio"

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